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Associação Portuguesa Contra a Leucemia assinala Dia Mundial de Sensibilização para a Leucemia Mieloide Aguda (LMA) com alerta para os sintomas despercebidos
21-04-2026
- A 21 de abril é assinalado o Dia Mundial de Sensibilização para a Leucemia Mieloide Aguda (LMA) e a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) lança a campanha “A Linguagem da Natureza na Leucemia Mieloide Aguda”
- A campanha é inspirada na natureza e no reino animal e desperta para a necessidade de ser dada atenção aos sintomas da doença que são muitas vezes confundidos com queixas comuns
- A LMA, uma das formas de leucemia mais agressivas e de rápida progressão, apresenta sintomas como fadiga, hemorragias, suscetibilidade a infeções, e afeta cerca de 18 000 pessoas anualmente em toda a Europa
Lisboa, 20 de abril de 2022 – A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) assinala o Dia Mundial De Sensibilização para a Leucemia Mieloide Aguda (LMA), comemorado a 21 de abril, com alertando para os sintomas que passam despercebidos e que são representados na campanha "A Linguagem da Natureza na Leucemia Mieloide Aguda” inspirada na natureza e no reino animal.
A campanha, que vai estar no ar de 21 de abril a 28 de maio e terá visibilidade em outdoor (mupis), rádio (a confirmar ainda), rede de transportes (autocarros), e redes sociais, nasce no paralelismo da complexidade da natureza e da própria LMA.
“A sensibilização para os sintomas, que incluem fadiga, hemorragias, suscetibilidade a infeções, nódoas negras e que são muitas vezes associados a mal-estares comuns, é fundamental devido à rápida progressão, agressividade e exaustividade de diagnóstico LMA”, menciona Manuel Abecasis Presidente da APCL.
A LMA provoca anemia, diminuição de plaquetas e enfraquecimento do sistema imunitário, o que debilita o doente, impactando a sua vida e a da sua família.
"A Linguagem da Natureza na Leucemia Mieloide Aguda”
Quando observamos o reino animal é possível testemunhar a sua capacidade intrínseca de ler sinais, de agir com precisão e celeridade, caraterísticas que são absolutamente necessárias na identificação e no reconhecimento de sintomas, assim como na atuação terapêutica na LMA. O que motivou o conceito da campanha e a escolha dos animais que, pelas suas características, representam simbolicamente os sintomas e estados a que se deve estar atento.
Para a representação dos “Sintomas ocultos as queixas confundem-se com o cansaço do dia a dia” foi escolhido o Camaleão, mestre do disfarce, porque a LMA é uma doença “traiçoeira cujas manifestações iniciais como cansaço, febre, hematomas, se camuflam em estados de mal-estar comuns. Para representar a “Vulnerabilidade – porque o corpo perde as defesas e fica vulnerável”, foi eleito o Ouriço, este depende dos seus espinhos para sobreviver; sem eles, está totalmente exposto. Na LMA, a queda acentuada de glóbulos brancos saudáveis retira ao doente os seus "espinhos" (as suas defesas), deixando-o desarmado e suscetível a infeções que seriam banais para qualquer outra pessoa.
O Elefante materializa a escala avassaladora da LMA, tanto no plano físico como no psicológico, mas também a resiliência e proteção necessárias em qualquer fase da doença, através do apoio familiar, médico e da própria sociedade.
Estes são três dos cinco arquétipos que dão forma aos sinais, sintomas e estados provocados pela LMA e que revelam o impacto que a doença gera no doente e na sua família.
Leucemia Mieloide Aguda (LMA)
A LMA, tipo de cancro de sangue que provoca anemia, diminuição de plaquetas e enfraquecimento do sistema imunitário, é frequentemente diagnosticada através de uma contagem elevada de leucócitos (glóbulos brancos). Embora a causa subjacente da LMA seja geralmente desconhecida, são identificados fatores de risco como algumas doenças congénitas, síndromes familiares, exposições ambientais a químicos ou radiação ionizante, tabagismo e doenças hematológicas anteriores.
O diagnóstico pode ser suspeitado numa análise de sangue (hemograma) mas é sempre necessário o estudo da medula óssea (mielograma) para o confirmar.
O tratamento da LMA deve ser realizado num serviço de Hematologia altamente diferenciado e varia consoante o subtipo da doença, sendo que a idade e o estado geral do doente são tidos em consideração na decisão a tomar. Há casos em que o recurso à transplantação de medula óssea pode ser necessário.
Em 2023, previa-se que tenham existido aproximadamente 18 000 casos diagnosticados em toda a Europa, podendo atingir pessoas de qualquer idade, embora seja mais frequente acima dos 50 anos. A maioria dos casos não têm antecedentes (aproximadamente 75%), sendo que os restantes casos são secundários a outras outras doenças do sangue ou após tratamento com quimioterapia ou radioterapia.
Em Portugal surgem cerca de 190 novos casos por ano. Fonte: site APCL